quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Agridoce da vida

A verdade nua e crua não é tão doce quanto gostaríamos que fosse, as nuvens não são de algodão doce colorido, no final do arco íris não há pote de ouro, um dia Odisseu chegou a Ilíada e jogou no canto da casa suas alpercatas que lhe acompanharam durante sua longa jornada de volta ao seu lar doce lar, por falar em lar, o lar doce lar as vezes é agridoce, assim como a verdade nua e crua, assim como a minha vida e a sua...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Era o pretérito imperfeito...

Ora era a camiseta, ora a maquiagem, ora o sapato, os livros que lia, as músicas que escutava, o jeito que dançava, as muitas coisas que era, que fizera, as muitas coisas que não era, que não sabia e não que não seria.
Faltava lhe tudo, sobrava lhe tudo, não era...
Pensava que seria, mas como haveria de ser, se, ela não era, não tinha, não seria, não sabia, não fazia, não media???!!!
As muitas coisas que ela não era, revelavam quem era ela de fato!!!
Tudo e nada, nenhum mistério, enigma a ser desvendado... Preto, branco, multi color, furta cor, era o pretérito imperfeito, era o imperfeito na sua essência de menina mulher e ao mesmo tempo simples como tinha de ser, pois isso ela sempre seria!

domingo, 17 de outubro de 2010

Um dia me disseram...

Que o girassol que enfeita a mesa, não seja só um enfeite escolhido de forma aleatória na floricultura, mas que tenha razão de ser, de estar ali.
Que a canção tocada no violão não seja apenas um mero flerte, mas algo para tocar o coração.
Que o dia que nasce não seja visto apenas como mais um dia qualquer, mas sim como o dia que Ele nos presenteou para fazermos dele o melhor dia de nossas vidas.
Que nunca fechemos os nossos olhos para as injustiças, mas que nos alegremos quando a verdade e justiça prevalecer.
Que sejamos menos de nós para lutarmos por algo maior...
Que o amor não seja feito apenas de palavras, mas de ações, que amemos uns aos outros de verdade!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Viver...

Para os erros o arrependimento e o perdão.
Para os fracassos uma nova chance.
Para o amor... o tempo!!!!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Apesar de você...

Primeiro passou desapercebida, Médici mandou censurar e ficou proibida de tocar nas rádios, enfim, Apesar de você, hoje tocou no meu rádio e eu cantei com toda revolta e alegria.
Revolta pelas atrocidades que foram cometidas pela mulher mandona, autoritária e sem escrúpulos que você foi, cerceou direitos, torturou, causou dor, sofrimento e alegria por ouvir o galo cantando livre, sem parar...
Apesar de você, hoje posso viver o sonho daqueles que foram dilacerados por sua estupidez!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O homem e os grilhões do ideal!

A vida ideal,
o relacionamento ideal,
a profissão ideal,
o carro ideal,
o quadro ideal,
a música ideal,
a cor ideal,
o livro ideal,
o texto ideal,
o discurso ideal,
a roupa ideal,
a bebida ideal,
a margarina ideal,
o encontro ideal,
o torpedo ideal,
a piada ideal,
o capitalismo e o ideal,
a sociedade consumista e o ideal,
o homem e o ideal,
o homem, o ideal e a frustração,
o homem, o ideal, a frustração e doses de Prozac
o homem, o ideal, a frustração, as doses de Prozac e a solidão.
o homem e os grilhões do ideal!
Liberte-se dos rótulos, de ideologias que não condizem com aquilo que você acredita, liberte-se dos grilhões que o impedem de ser quem de fato você é, de ser feliz!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Palavras e Silêncio.

Ele estava ali sentando no sofá, com o coração batendo
treslucamente, estava nervoso, não sabia o que dizer,
o que fazer, suas pernas tremiam, suas mãos suavam,
ele queria que ela o acalmasse, que falasse ou fizesse algo
respirou fundo...subitamente tudo caiu no silêncio e só o barulho
das porcelanas se fazia ouvir na cozinha.
Ela voltou com duas xícaras de café, sentou se ao lado dele,
segurou suas mãos trêmulas e disse:
Apenas segure minhas mãos, venha comigo e não fale nada!
Foram até a janela, se abraçaram ficaram ali calados, a lua ia ganhando
colorido, a lua já não era mais tão branca, mas ainda exibia uma tonalidade
clara, sem aquele brilho frio das noites de inverno.
E as pernas dele não tremiam mais, as mãos já não suavam, ele estava calmo,
não teve vontade de dizer nada, só conseguia lembrar de um ditado que sua mãe falava
"as vezes o silêncio vale mais do que mil palavras."